Paixão?!

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Se apaixonar é desaprender tudo de novo.

Sou dessas que amam facilmente, é muito fácil me encantar, mas pensando bem hoje… é difícil se apaixonar hoje em dia. Digo pela parte de se entender como apaixonado.

Fora o mundo que ultimamente julga todo os sentimentalismos como fraquezas. “Ah, tá apaixonada?” como se fosse um grande castigo se encantar por, veja bem, pessoas… que são coisas altamente cativantes!

Ninguém quer ser refém, ainda mais nesse mundo contemporâneo de correria, trabalho, sexo sem compromisso, bons ‘drink’… tanta informação para viver e reproduzir… onde entra o amor? ele cabe aí?

Paixão no real sentindo, no latim mais precisamente patior, significa sofrer, estendendo o significado: é o sentimento de posse, de desejo, (quase) sendo um tipo de vício. Daí partimos da ideia de refém, somos atingidos por algo que não podemos controlar e nos controla sem permissão.

Não tenho muita experiência em quase nada, mas só depois de algum tempo entendi que existem várias maneiras de se viver as paixões. E quando achamos que temos a certeza de tudo, certeza de que não vai ter ninguém que supere ou que encaixe, vem alguém e faz a gente desaprender tudo de novo, como se não houvesse fórmula exata, que é a grande sacada.

Creio que quem tanto evita o cupido, está apenas afastando o tal ‘sofrimento’ para depois, coisa de gente grande é assumir, se jogar na poça rasa, um tanto de heroísmo é claro, mas uma verdade bem bonita, convenhamos. Tirando o exagero anterior, assumir os risco é um passo.

Sou uma eterna apaixonada no sentido completo da coisa - rio, choro e sofro – mas me sinto sortuda. Evitar dores inevitáveis também inclui evitar alegrias evitáveis, a risada sem sentido, a voz que conforta, o abraço que sufoca, todo o bônus do ônus de se apaixonar.

 

                                                                                              Nana

4 comentários:

Anônimo disse...

Gostei da sua linha de pensamento, mas prefiro ficar na minha zona de conforto, sem me entregar pra pessoas que não querem se entregar a mim, tenho que sentir um feed back para então me jogar na poça rasa.

Lucas Araújo disse...

Abro o Reader e tcharam! Coisa nova da Amanda!

Ainda que eu prefira a subjetividade dos poemas, comparação e descrição das sensações, gostei do lado acanhado que você trata isso. Deve ser tão normal quanto buscar ser intenso. :)

nanapocket disse...

Sr. Anônimo, seja mais corajoso, a vida é isso, se jogar na poça rasa o tempo todo. Depois a gente nem sente mais os ossos quebrados.

- Lucas, é o meu jeito de ser e não ser intensa, hahaha [nada esclarecedor esse meu comentário]

Lucas Araújo disse...

kkkkkk uma Amandice não muito novidade ;p