As bandas que nunca nos conhecerão.

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Esses dias vi a notícia que o vocalista do Creed – quem não sabe, favor sair deste blog, pois você é novo demais pra isso – estaria com transtorno bipolar, fiquei bem comovida com a notícia. Daí você me pergunta: “mas Nana, tu ouve Creed ainda?” não queridos, não é algo muito comum pra mim hoje, mas cá com meus botões, fiquei pensando em quão lamentável era essa história de alguém que participou de um momento da sua vida (embora ela nem saiba) ter um rumo como esse.

Concluí então que:

Tem algo único nas canções que ouvimos quando adolescentes.

Elas são quase como sonhos sonoros depois que crescemos. Ao ouvir uma canção dessa época, você rapidamente se encontra e diz um OI de 3 minutos e meio à sua personalidade de anos atrás. É lisérgico.

São músicas em geral, ruins, com lembranças às vezes muuuito boas, ou bem húmidas de lágrimas dramáticas, mas nunca são sensações vazias. Não existe uma forma de se desvincular das músicas da adolescência. Volta e meia eu me pego ouvindo o primeiro cd de uma banda favorita daquele tempo, com isso parece que me sinto confortável, pois sei exatamente o que essa música pode me causar, e geral alguma reflexão.

São bandas e cantores que nunca abandonaremos, que sempre que ouvirmos, vamos cantar juntos, interna ou publicamente. Talvez ainda tenhamos cd’s, mídias digitais, diários com frases ou até tatuagens com dizeres. Podemos ter vergonha, orgulho, sonho de assistir um show, quem sabe um ingresso de lembrança, e talvez uma foto no camarim (caso tenha sido muito sortudo). No final temos amor em todas as formas, inesquecivelmente fãs eternos de bandas que talvez nunca nos conhecerão.

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